PROGRAMAÇÃO
Em Atualização
"Deixa-me Contar Antes Que Esqueça: O que vi quando olhei para trás"
com Catarina Carvalho Gomes e Sofia Moura
DURAÇÃO: 60 min. PÚBLICO: M/6
Olho para trás e vejo-me a caminhar lado a lado com a minha irmã até ao quartinho do fundo da casa da avó e do avô, onde esperamos mais uma história para espantar o sono e acordar o susto. Sempre verdadeiras, narram vultos em encruzilhadas, voos de bruxas, galopadas de lobisomens e banquetes com o demónio, enquanto as palavras se esfumam em aromas de arruda e alecrim.
Vigiada pela santa que me olha da mesinha de cabeceira, deixo-me levar pela dança entre a luz e a sombra, a certeza e a dúvida, o terreno e o etéreo, o insólito e a fantasia.
Vejo e faço por não esquecer de todas as histórias que os meus avós escondem por trás do olhar. Aventuro-me nelas, iluminada pela candeia que seguro na mão direita e crente nas vozes dos que as viveram.
O que a chama iluminou
Espetáculo com Afonso Cruz e Mariana Ramos Correia
DURAÇÃO: 55 min. PÚBLICO: M/12 ENTRADA: 5€ ACESSIBILIDADE: Espetáculo com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
Um espectáculo que explora o fim do mundo individual e coletivo, tanto através da geografia como do tempo.
Recorrendo a uma narrativa multidisciplinar, a peça mergulha em questões sensíveis, como a extinção dos povos indígenas (em particular os povos nómadas de Magalhães, como exemplo de extinção colectiva) e a dor da perda de um filho — vista também como um fim de mundo, em que Darwin será um dos protagonistas da narrativa, juntamente com um indígena fueguino que foi comprado por um botão), passando pela desumanidade dos zoos humanos, a ditadura, a devastação da natureza e a exploração desenfreada dos recursos naturais, e, sobretudo, humanos. A perspectiva global é entrelaçada com histórias íntimas, de quem enfrenta a perda trágica, a dor da ausência, fazendo uso da palavra, mas também da música, da imagem e da dança.
Porque contamos histórias?
Masterclass com Afonso Cruz
DURAÇÃO: 2h30 PÚBLICO: Interessados em escrita que queiram aprofundar o seu conhecimento acerca do processo criativo do autor.
Porque contamos histórias? Qual o papel da ficção nas nossas vidas? Esta oficina tratará disso mesmo, de compreender a narrativa e a sua arquitectura, tanto do enredo como das personagens, fazendo um paralelo entre a vida dentro dos livros e a vida fora deles. Assim, conhecendo o mecanismo das estruturas narrativas, poder-se-á mais facilmente inventar uma história, seja literária ou seja a nossa, seja uma ficção ou o nosso próprio futuro.
A imaginação por detrás da escrita
Partilha da oficina de criação com Sandro William Junqueira
DURAÇÃO: até 90 min. PÚBLICO: Geral ENTRADA: Livre. Feita por ordem de chegada e sujeita à lotação do espaço.
A ideia deste encontro nasce da vontade de partilhar histórias, livros, experiências, descobrir com os participantes, através da realização de um conjunto de exercícios, alguns dos misteriosos mecanismos da escrita, da criação e da imaginação. Os participantes desta oficina de criação irão trabalhar com o autor nos dias que antecedem esta partilha, explorando a potência das suas histórias individuais.
Neste encontro final entre os participantes e o autor, abrimos as portas para uma partilha com todos os interessados.
Vacas, Guerras, Porcos e Clérigos
Espetáculo de Contos com Quico Cadaval
Quico Cadaval desenvolve deste os anos 90 do século passado a atividade de contador de histórias e sucedidos. Este tipo de espetáculo, considerado a mais diminuta forma de teatro, é um dos apelos mais poderosos à imaginação do público, que tem de construir com o narrador as imagens da história.”Vacas, Guerras, Porcos e Clérigos” narra a história do antepassado Xuán, o Fino, bom homem de família, pacífico, bom vizinho e amigo de fazer favores. Uma personagem sem interesse para o público por não ter maldade. Porém, à sua volta, aparecem histórias extraordinárias protagonizadas por personagens menos virtuosas. São coprotagonistas desta história vacas, padres, mentirosos, garanhões, barbeiros, porcos, artistas de cinema e militares.
Destravar A Língua
Oficina com Teatro do Frio
DURAÇÃO: 180 min. PÚBLICO: Artistas, criadores, professores e outros interessados ligados à educação e cultura
A voz é a nossa ferramenta de comunicação primordial. Através dela expressamos o que sentimos antes mesmo de dominar a palavra. Ela é expressividade em estado puro. Corporiza-se em respiração, volume e timbre. Aliada à palavra, transmite ideias, histórias, conceitos, mas também lhes acrescenta ritmo, articulação, direção. Continua a ser, nesta era de complexificação tecnológica, uma das técnicas mais difíceis de dominar e para a qual ainda não encontrámos substituto. E continua a ser o principal meio de comunicação utilizado em situação de aula.
Qual é o som das palavras?
À conversa com Dora Batalim Sottomayor, Cristina Taquelim e Paula Carballeira
Nesta conversa, Cristina Taquelim e Paula Carballeira encontram-se para refletir sobre a palavra nas suas múltiplas formas: escrita e dita, escutada e partilhada, artística e humana. Com mediação de Dora Batalim Sottomayor, investigadora e pedagoga com um percurso de referência nas áreas do livro, da leitura, das artes e da educação, a conversa propõe um diálogo descontraído sobre os modos de relação com a palavra enquanto autoras, contadoras de histórias, escutadoras e pessoas.
Vira o Disco e Conta Outro
Espetáculo de Contos com Cristina Taquelim e Paula Carballeira
DURAÇÃO: 70 min. PÚBLICO: M/12 ACESSIBILIDADE: Espetáculo com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
Duas mulheres, duas geografias, a mesma raiz: a palavra dita como lugar de encontro. Neste espetáculo de contos, Cristina Taquelim, mediadora de leitura e contadora de histórias com um percurso de mais de trinta anos ligado à Biblioteca de Beja e ao trabalho de mediação cultural e desenvolvimento humano, encontra-se em palco com Paula Carballeira, licenciada em Filologia Hispânica, narradora oral desde 1994, atriz do grupo de teatro Berrobambán e autora de uma vasta obra literária. Juntas, cruzam literatura, oralidade e experiência de vida, criando um tempo de escuta partilhada onde a palavra ganha corpo e volta a ser lugar de encontro.
D'Ouvir e Chorar por Mais
Sessão de contos para a infância com Cristina Taquelim
DURAÇÃO: 45 min. PÚBLICO: Famílias com crianças a partir dos 3 anos e outros interessados
Em “D’Ouvir e Chorar por Mais”, Cristina Taquelim convida famílias com crianças para uma sessão de contos pequeninos no tamanho, mas grandes no prazer de ouvir. Histórias daqueles que apetece ouvir outra vez, repetir em coro e voltar a contar a caminho de casa. Histórias que ficam no ouvido, fazem cócegas à imaginação e dão vontade de pedir “mais uma!”.
O que vi quando olhei para trás
Espetáculo "Deixa-me Contar Antes Que Esqueça" de Mochos no Telhado com Catarina Carvalho Gomes e Sofia Moura
DURAÇÃO: 60 min. PÚBLICO: M/6
Olho para trás e vejo-me a caminhar lado a lado com a minha irmã até ao quartinho do fundo da casa da avó e do avô, onde esperamos mais uma história para espantar o sono e acordar o susto. Sempre verdadeiras, narram vultos em encruzilhadas, voos de bruxas, galopadas de lobisomens e banquetes com o demónio, enquanto as palavras se esfumam em aromas de arruda e alecrim.
Vigiada pela santa que me olha da mesinha de cabeceira, deixo-me levar pela dança entre a luz e a sombra, a certeza e a dúvida, o terreno e o etéreo, o insólito e a fantasia.
Vejo e faço por não esquecer de todas as histórias que os meus avós escondem por trás do olhar. Aventuro-me nelas, iluminada pela candeia que seguro na mão direita e crente nas vozes dos que as viveram.
Oralidade e Memória
Conversa com Paulo Correia
Após o espetáculo “Deixa-me contar antes que esqueça: o que vi quando olhei para trás”, o público é convidado a permanecer para uma conversa aberta sobre Oralidade e Memória, conduzida por Paulo Jorge Correia. Partindo das histórias acabadas de ouvir, enraizadas nas crenças, inquietações e superstições do mundo rural, esta conversa propõe uma reflexão sobre a oralidade como lugar de transmissão da memória coletiva, da identidade e do imaginário popular, ligando a experiência do espetáculo ao pensamento crítico e à investigação.
Paulo Jorge Correia é antropólogo, investigador da literatura oral na Universidade do Algarve e coordenador do Centro de Estudos Ataíde Oliveira, com um trabalho de referência dedicado aos contos e lendas tradicionais portugueses.
Xullaji
Concerto
DURAÇÃO: 60min. PÚBLICO: Geral
Xullaji é rapper, sound designer, poeta sónico e visual.
Tem 3 álbuns (Rapresálias, Rapensar e Rapressão) e colaborações com várixs músicxs. Em AKapella47 funde textos à musica de colaboradores ou fa-los ouvir como palavra dita. Daqui saíram “da Hype” ou “intenCIDADES”. Outra sua esquizofonia é prétu, um afronauta que funde samples e imagens das suas referências africanas com o seu cosmos eletrónico, e o seu pensamento pan-africanista.
Bilheteira do Teatro Viriato
Ingressos disponíveis na bilheteira do Teatro Viriato, presencialmente de segunda à sexta entre as 13h00 e as 19h00; ou por telemóvel: +351 927 412 671, ou e-mail: bilheteira@teatroviriato.com
Livros para Crianças, Ferramentas para Adultos
Oficina com Dora Batalim Sottomayor
DURAÇÃO: 60 min. PÚBLICO: Profissionais e outros interessados ligados à educação e cultura
Uma sessão para profissionais da educação e da cultura, familiares de crianças e outros interessados acerca da importância de saber escolher os livros para apoiar e fortalecer desenvolvimento infantil, do ponto de vista emocional, linguístico e intelectual.
A partir das questões abrangentes que vão do texto, à imagem, ao projecto gráfico e material, aos temas, equacionamos os sentidos e usos para a criança e para o adulto mediador do livro, de forma prática e através de exemplos concretos.
Para Fazer Ecoar nas Ruas
Apresentação da oficina de criação com Joana Gomes Martins
DURAÇÃO: 45 min. PÚBLICO: Geral
Esta Performance é o resultado final de uma criação participativa, dirigida a jovens e adultos interessados em explorar a força da palavra e do discurso no espaço público. Sob a orientação de Joana Gomes Martins, os participantes irão trabalhar a partir de discursos de mobilização de massas, questionando os seus mecanismos, estratégias e impactos, bem como as visões de mundo que cada um propõe. Da escrita à palavra dita, ao longo deste processo serão exploradas diferentes formas de construção de discursos e refletir-se-á acerca do seu potencial de ação e influência, tal como na forma como a palavra é veiculada, decisiva para a capacidade mobilizadora destes textos.
Como pode a palavra transformar uma sociedade? De que forma consegue fazê-lo, nos tempos em que vivemos?
Os Lusíadas como nunca os ouviu
Espetáculo com António Fonseca
DURAÇÃO: 90 min. PÚBLICO: M/12 ENTRADA: 5€
“Os Lusíadas conta a história da primeira viagem de Lisboa à Índia, feita há mais de quinhentos anos, por menos de duas centenas de Portugueses, comandados por Vasco da Gama.
Uma aventura empolgante capaz de nos fazer rir e comover pelas suas ressonâncias na nossa história individual e coletiva.
Uma história verídica, reinventada por Camões, que reaviva alguns momentos mais significativos e dramáticos da História de Portugal.”
O PROJETO
NO FIO DA PALAVRA é um projeto de programação cultural que, na sua 5.ª edição (2026), se reinventa para explorar e celebrar os múltiplos domínios da Palavra, alargando a sua ação para além da tradição oral e da prática do contar histórias. Estruturado em diferentes eixos (Palavra Memória, Palavra Ação, Palavra Sonora e Palavra Escrita) o projeto cruza oralidade, escrita, voz e a palavra enquanto forma de criação, pensamento e transformação individual e coletiva.
Paralelamente à programação artística, através do sub-projeto “Deixa-me Contar Antes que Esqueça”, ancorado na escuta do território, promove a preservação do património imaterial do concelho de Viseu, recolhendo histórias e testemunhos junto das comunidades das diferentes freguesias e reforçando a identidade local, o imaginário coletivo e a coesão social, valorizando tanto a palavra de autor como a tradição oral como territórios vivos de memória e futuro.
Contacto
Tira dúvidas ou conta-nos um conto. Escreve-nos que gostamos de conversar.
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Viseu, Portugal
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+351 969 813 556
(Chamada para a rede móvel nacional)
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