4º EDIÇÃO • 2024/2025

Deixa-me Contar Antes Que Esqueça: do nascer do sol ao deitar da lua

Clara Spormann, Ricardo Augusto e Sofia Moura

10 a 15 de julho, 2024

Orgens, Silgueiros, São João de Lourosa

Atravessamos o tempo e resgatamos as palavras que se erguiam a cada alvorada para fazer e manter a vida. Palavras que adormeciam ao embalo do cansaço, dia após noite e noite após dia. Encontrámo-las nos meandros da memória de muita gente que esculpiu o mundo, pintando as mãos com a cor da terra que escorre e se escapa pelos dedos, grão a grão, como o tempo que cai na ampulheta.
De todos os fazedores do mundo, herdámos paisagens em construção, tradições, utensílios de trabalho, formas de pensar e de fazer. Formas de cantar e de contar.
Agora, erguidos nos ombros do tempo e com a mesma terra a correr-nos nas veias, escutamos memórias e contamos para não esquecer.

Espetáculo de contos

Celso Fernández Sanmartín

21 de fevereiro, 2025

Biblioteca Municipal de Viseu

Celso começou a contar por acaso e oportunidade. Continua, porque é uma atividade de amor e paixão: pela língua, pela oralidade, pela comunicação, por achar que não se deve perder um verdadeiro tesouro de histórias e contos. O seu repertório é composto por histórias e memórias ligadas à tradição oral galega e também Europeia, onde temos arte e hábitos, assentes na cultura agropecuária e pedestre, com um toque contemporâneo, para mostrar que muitas continuam actuais e não são peças de museu. Também reinventa histórias e contos, como qualquer um…

“Pelos dedos de duas mãos" - formação

Miguel Gouveia

22 de fevereiro, 2025

Biblioteca Municipal de Viseu

Nesta oficina aprenderam-se pequenos contos, rimas e lengalengas apenas com a ajuda dos nossos dedos e mãos. Textos narrativos e poéticos onde as mãos funcionam como marionetas naturais, evocando personagens e acontecimentos através dos seus movimentos, numa espécie de coreografia em miniatura. Uma outra forma de descobrir o prazer de contar, com múltiplos benefícios ao nível do desenvolvimento físico e sensorial, de linguagem, comunicação, concentração e memória.

D’ouvir e chorar por mais

Bru Junça

22 de fevereiro, 2025

Biblioteca Municipal de Viseu

Bru Junça traz livros nas pontas dos dedos como quem desfolha a vida e escreve os dias por acontecer. É no traço que desenha o encontro com o outro. Guarda histórias atrás da orelha e é na palavra que, sempre, deságua o abraço de um conto redondo, redondinho como um novelo.

Vira o disco e conta outro

Bru Junça, Celso Fernández Sanmartín, Miguel Gouveia e Rodolfo Castro

22 de fevereiro, 2025

Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea, Viseu

Quatro Contadores de Histórias ocuparam o Edifício Principal da Quinta da Cruz, em Viseu. O público, dividido em grupos, circulou pelos múltiplos espaços onde aconteceu um encontro próximo e íntimo com as palavras.